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Os neurologistas “devem estar alerta para as queixas dos doentes e sinais de EM"

Os neurologistas “devem estar alerta para as queixas dos doentes e sinais de EM"

Desafiada a comentar os dados divulgados na sessão plenária “The Multiple Sclerosis Prodrom”, a Dr.ª Lívia Sousa, do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), alerta para a importância da consciencialização dos sintomas da esclerose múltipla (EM) na fase de pródromo, que “são frequentemente mal reconhecidos e tidos como alterações no foro psiquiátrico - depressão -, alterações cognitivas, levando o doente a ir muitas vezes ao médico anos antes de ser diagnosticado”. Assista ao depoimento em vídeo.

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Em declarações à News Farma, a especialista reforça a ideia de que os doentes procuram “muitas vezes ajuda anos antes de serem diagnosticados”, por isso os clínicos, particularmente os neurologistas, “devem estar alerta para as queixas dos doentes, porque têm alguma razão e, portanto, esses sinais que aparecem anos antes do diagnóstico já são próprios da doença”. Tendo esta consciência, continua a especialista, os médicos “vão ter muito mais respeito e consideração pelos doentes”.

De acordo com a Dr.ª Lívia Sousa, facilmente se associa os sinais reportados pelos doentes a queixas psicossomáticas, fazendo com que eles se sintam “incompreendidos”. Por outro lado, o doente pode ter ansiedade e/ou depressão, mas isso “não exclui outras doenças”.

Mencionando estudos apresentados pela Prof.ª Doutora Helen Tremlett, diretora do Laboratório Tremlett e do programa de investigação de Epidemiologia em EM, na sessão de abertura, foi verificado que as “mulheres anos antes de serem diagnosticadas com EM tinham menos filhos que as outras”, aponta a médica do CHUC, destacando para as “alterações hormonais, conjunto de sintomas que são prodrómicos da própria doença”.

“Os pródromos necessitam de ser considerados muito criteriosamente quando procuramos fatores de risco de início da EM, porque, por exemplo, se o doente tem uma dor de cabeça” e, por isso, é submetido a uma ressonância magnética que lhe deteta lesões de EM. Neste caso, tal como reforça a especialista, o médico deve procurar outros sinais e a história clínica que apontem para sintomas da doença.

sábado, 12 setembro 2020 16:52
Expert Insight


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