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Neurologia nacional representada com trabalhos no MSVirtual2020 enche GEEM de orgulho

Neurologia nacional representada com trabalhos no MSVirtual2020 enche GEEM de orgulho

A 8.ª Reunião Conjunta entre a Americas Committee for Treatment and Research in Multiple Sclerosis e a European Committee for Treatment and Research in Multiple Sclerosis (ACTRIMS-ECTRIMS) estreia-se em palco virtual nesta edição 2020, que começou hoje, dia 11 de setembro, e termina no domingo, dia 13 de setembro. A News Farma falou com o presidente do Grupo de Estudos de Esclerose Múltipla (GEEM), o Prof. Doutor João Cerqueira, que, além de apresentar os maiores desafios da realização desta edição totalmente virtual, destaca a participação nacional com a apresentação de trabalhos em formato de e-posters. Leia a entrevista na íntegra. 

News Farma (NF) | O MSVirtual2020 realiza-se pela primeira vez virtualmente. Que expectativas tem desta edição?
Prof. Doutor João Cerqueira (JC) | As expectativas prendem-se, sobretudo, com o novo formato. Será um congresso no qual permanecemos nas nossas casas, pelo que vai exigir maior coordenação e esforço para poder acompanhar as sessões, que na maioria dos casos só estarão disponíveis online nas 24h seguintes. Em termos de novidades, estamos todos curiosos para ver a sessão do dia 26 de setembro, com os late-breaking abstracts e a sessão sobre a COVID-19 e EM.

 

NF | Analisando o programa científico desta versão virtual, que temas ou sessões gostaria de destacar pelo impacto que poderão ter na prática clínica nacional?
JC | Há várias sessões interessantes, mas destaco pela sua relevância a sessão sobre uso de DMTs na EM, no primeiro dia, bem como a sessão de biomarcadores. Em termos de temas, destaco a presença muito forte de trabalhos sobre as células do sistema inato, incluindo microglia e macrófagos, os dados clínicos e pré-clínicos sobre os inibidores da BTK, os trabalhos sobre o papel, já bem estabelecido, dos folículos linfoides ectópicos na progressão da doença e a relação entre evolução da EM e idade. Destaco também a presença, pela primeira vez, de uma sessão dedicada ao “machine learning” e seu papel do diagnóstico e prognóstico da EM.

 

NF | A Neurologia nacional volta a estar representada com trabalhos na maior reunião científica nesta área, enquanto presidente do GEEM, como avalia esta participação?
JC | É uma participação muito boa, que nos enche de orgulho, com muitos trabalhos aceites para apresentação; demonstra bem a qualidade do trabalho que Portugal faz nesta área. Os autores portugueses estão de parabéns. 

 

NF | Qual é o impacto do confinamento e da pandemia no acompanhamento dos doentes com esclerose múltipla? A COVID-19 teve efeitos no acesso e cumprimento da terapêutica?
JC | O acesso à terapêutica e o seu cumprimento por parte dos doentes têm estado assegurados, à exceção de alguns percalços no início da pandemia. A maior dificuldade prende-se atualmente com o acesso dos doentes à reabilitação, que está a ter efeitos muito nocivos na sua saúde, já que muitas clínicas permanecem com atividade muito reduzida ou limitada. Esta situação está a ter um impacto devastador em muitos doentes.

 

NF | Na sua opinião, quais são os principais avanços desta área nos últimos anos?
JC | A um nível fundamental, uma muito melhor compreensão dos processos implicados na progressão da doença, o que nos dá esperança quanto à emergência de um futuro tratamento. A um nível clínico, a evolução na abordagem terapêutica, cada vez mais intensa e com fármacos de alta eficácia desde a primeira hora, que está a dar resultados, como mostram alguns trabalhos apresentados no congresso.

sexta-feira, 11 setembro 2020 17:57
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